quarta-feira, 9 de maio de 2012

Chamam a gente de babaca!

Fico assustada toda vez que vejo como o cliente, o consumidor tem sido mal-tratado hoje em dia. Faz tempos que esse é um assunto que me incomoda muito, até porque eu acho que, desde que nos sintamos lesados, devemos sim,  recorrer a justiça para buscar nossos direitos. Só que se chegou a um ponto que as empresas parecem não temer a justiça: elas ganham rios de dinheiro mesmo, não custa nada tirar 1% de seus lucros para pagar indenizações a babacas, ops, clientes!

Esses babacas - nós! - são lesados diariamente e tratados como idiotas em Centrais de Atendimentos, quando o que só precisam é que resolvam um problema que pode ser mínimo. Eu já me senti e atualmente me sinto assim! A empresa que fornece internet para a minha casa não admiti que está prestando um péssimo serviço. Pago por internet de 1 mega e não disponho nem de 500 kbps! Minha internet 3G, que uso só no celular, funciona melhor que a operadora de internet. Como lidar? Ignorar? Poderia até fazer isso, se eu não trabalhasse com internet e dependesse do pulso de velocidade dessa empresa para entrar em contato com os meus clientes. O que eu posso fazer? Reclamar! Já reclamei na central - que não resolveu meu problema -, já reclamei nas redes sociais - o que não resolveu meu problema, enfim... meu problema não tem resolução! Estou decidindo agora apenas como vou processá-los. Porque acho que esse é um direito meu!

Recentemente, passei também por um problema um pouco semelhante de puro descaso com o cliente. Resolvi vender meu carro, que havia financiado pelo maior banco do país. Quando pedi orientação na central de atendimento, o procedimento era simplérrimo. Fui, fiz tudo o que precisava, negociei o carro com um novo comprador e na hora de quitar a quantia que faltava para pagar o valor total do carro, começou um inferno em minha vida. O banco, simplesmente, não quis me mandar o boleto para quitação! Por que? Eu não sabia, eu não entendia! Inventaram milhares de desculpas, disseram que eu tinha contas em aberto no Detran - o que eu provei não ser verdade - e, por fim, conversando com um amigo da área de economia, ele me explicou o que me fez sentir ódio profundo deste banco: Flávinha, se você quitar seu carro, eles vão ter que te dar um grande desconto, o que não é vantagem para eles. Para isso, eles te fazem perder tempo, o que rende juros, e no fim, você paga o valor do desconto que eles te dariam.

Gente, eu fiquei arrasada! Eu fiquei me sentindo enganada, uma babaca, uma burra... E pensei: quantas pessoas não são enganadas diariamente? Claro que briguei muito com o banco até conseguir o boleto, e só quando ameacei processá-los consegui fazer o pagamento. Aí, já havia rendido quase mil reais de multa por atraso!

Nos dois casos eu pensei em entrar com processo contra as empresas. Contra a primeira eu realmente estou considerando entrar. Mas aí, a gente perde as forças quando lembra o quanto nossa justiça é lenta! Entre tantas outras situações em que já me senti lesada e que quis reivindicar meus direitos, acabei esbarrando nessa pedra. Porque o processo inteiro torna-se uma dor de cabeça e um desgaste enorme para a vítima. Mas, ainda assim, é o caminho certo a recorrer.

Na atualidade, com os avanços da internet e o super sucesso das redes sociais, é negócio também tentar alertar os outros consumidores quanto a má fé com que as empresas tem agido ao oferecer seus serviços. Embora eu ache as redes sociais uma faca de dois gumes, também penso que pode ser uma saída genial para ambos os lados: empresa e cliente. Como? Por meio da comunicação! Eu, cliente, quero falar e ser ouvida, a empresa quer avaliar o que pensam de seu negócio e assim melhorar seus serviços. E as redes sociais tem funcionado como verdadeiras ouvidorias no que se refere a isso.

Outro caso meu: quando comprei meu novo carro, tive o azar de ele vir com um defeito de fábrica. Levei na concessionária para fazer a mudança da peça e começou uma super nova dor de cabeça para mim. O carro que ficaria na oficina apenas 2 dias, levou uma semana parado! E eu trabalho com meu carro, porque preciso ir a diversas reuniões e compromissos durante o dia. E o pior: a concessionária não quias me dar um carro reserva. Resolvi ligar para a central de Atendimento da marca do carro para tentar uma solução. Bem diferente do tratamento na concessionária aqui da minha cidade, na central fui tratada muito bem e me garantiram que me dariam uma solução. 

Muito chateada, fui no twitter e reclamei da situação. Para a minha surpresa, a assessoria da marca do carro entrou em contato comigo, desejando resolver o problema e avaliar o serviço que me foi oferecido. Fiquei muito surpresa e também satisfeita. Eles fizeram tudo o que puderam para me entregar o carro de volta e se colocaram a  disposição para toda vez que eu precisar de serviços na concessionária, solicitar o acompanhamento emergencial da indústria nacional da marca, com a finalidade de satisfazer o cliente.

Não é todo dia que se vê isso, né?! 

O exemplo de uso de redes sociais a favor de empresas com intuito de melhorar e avaliar seus serviços é algo que tem sido bastante discutido e que poucas empresas no Brasil tem tirado proveito corretamente. É uma maneira de se ter um contato direto com seu cliente, de não precisar fazer a abordagem chata do telemarketing. A empresa pode simplesmente filtrar para si um banco de informações absurdo - dado a quantidade de perfis disponíveis na rede -  que pode ser precioso e levar, sim, ao crescimento de um negócio.

Pena grande que a maioria das empresas ainda fecha os olhos para as redes ou acha que é um canal de comunicação de apenas uma mão: só ela fala, mas não há resposta às réplicas! Até nisso, até nas vezes em que mandamos mensagens via redes sociais para um perfil de empresa e não obtemos respostas, é uma maneira de carimbarem na nossa testa: Ei, cliente, você é um babaca!

Que isso mude!

segunda-feira, 23 de abril de 2012

É muito fácil apontar

Cada vez mais eu tenho chegado a conclusão de que falar - mal! - é humano! Levanta a mão aí quem nunca falou mal de algo ou alguém?! Pois é. Duas coisas me levaram a escrever esse post hoje:

1. O cancelamento de um grande evento de rock que aconteceria na minha cidade esse fim de semana, que gerou mil transtornos para os envolvidos - organização e público.

2. Uma imagem que acabei de ver no facebook sobre pessoas que aparentemente estão sem fazer nada no trabalho, enquanto deveriam estar trabalhando.

Pois bem. Sobre o primeiro assunto, vou tentar ser rápida, porque a confusão já deu o que tinha que dá (meu facebook até hoje é só o povo falando de M.O.A). Moro em uma cidade relativamente pequena comparada a outras cidades do país. Mas é uma cidade quem tem crescido muito nos últimos tempos. Com isso, claro, os serviços prestados e oferecidos deveriam crescer no mesmo ritmo. É, esse é o esperado mas não é bem assim que acontece.

Como disse, esse fim de semana ia acontecer o Metal Open Air, festival de rock que ia reunir um super line up de bandas dos mais variados estilos de metal. O festival foi um fracasso por conta de erros da organização. Na hora, começaram a falar mal, culpando o caos da situação devido ao fato de o evento ser realizado no Maranhão. De fora, de outras partes do Brasil, infelizmente é esperado que haja esse tipo de comentário, pois os brasileiros ainda são muito preconceituosos. Daqui, de dentro da cidade e do estado, eu já acho mau caratismo! Mas é assim mesmo. A proposta do evento era gigantesca e sempre houve quem falasse mal pelo simples fato de que falar mal pode te fazer parecer um intelectual ou entendido das coisas. Como diria o Chaves: que burro! Dá zero pra ele! Falar por falar só faz de você um mala, e nada mais! Pronto, falei!

Sobre o assunto dois e é o que mais quero discutir aqui, acredito que seja a tal coisa da cara de pau mesmo. Quando vamos em serviços públicos, principalmente, sempre nos perguntamos "o que esse infeliz está fazendo com a mesa vazia ali enquanto há uma fila enorme esperando atendimento aqui?". Vai dizer que você nunca se perguntou isso? O 'infeliz' pode até estar enrolando mesmo. Mas na maior parte das vezes, ao trabalho do 'infeliz' não cabe te atender. Por isso, ele pode estar lá parado, ou fazendo qualquer coisa no computador que não pareça com trabalho, por alguma razão que não necessariamente precisa ser o fato de ele ser um preguiçoso vagabundo.

As pessoas tem a terrível mania de apontar o dedo na cara do outro, mas esquecem que tem 4 dedos apontando para si. Meu amigo, às vezes, você, por estar do outro lado e achar que não merece ficar esperando para ser atendido em uma repartição ou empresa, xinga o outro, faz todo um discurso moralista e todo mundo te dá razão e ainda te "curte" nas redes sociais porque você é "politicamente correto".

Ok! Mas deixa ver a maneira como você trabalha... Ou vai dizer que você também não passa hora no trabalho esperando dar os minutos que faltam para acabar seu expediente? Ou quando está com zero de demanda corre atrás de coisa para fazer? E se ele tivesse lendo o site da Filha de São Paulo ou o Globo, ele seria poupado, em vez de estar jogando paciência? Lembra o que eu falei da cara de pau! Pois é! É isso que esse tipo de gente, que aponta e fala sem pensar, geralmente, é!



Aí, alguém posta uma foto como essa no face, acha que está pegando o tiozinho aí no flagra jogando paciência e vem um monte de cara de pau comentar que o cara tem que ser exonerado, que o cara é vagabundo e tudo mais. E você? Pára e pensa um pouco.... quantas vezes você jogou paciência no trabalho? Quantas vezes você abriu e leu notícias que sejam do seu interesse e que não tem nenhum tipo de relação com a sua labuta no seu horário de trabalho? Quantas vezes você fez download de coisas de seu interesse enquanto devia estar trabalhando? Aí se alguém tirasse uma foto e dissesse que você estava agindo com falta de respeito, o que você ia dizer? Juro que eu daria tudo pra saber!

Gente, é muito fácil abrir a boca para falar mal das pessoas, do que as pessoas fazem ou deixam de fazer. Esse cara da foto pode estar sim brincando na hora de trabalho, assim como ele pode não estar! Quando você vê esse tipo de coisa por aí, seja pelo menos proativo e procure alguém da repartição e pergunte o que a pessoa faz e se ela deveria, de fato, estar atendendo a fila enorme, antes de tirar foto, postar no face e pousar de justiceiro. Porque o cara pode estar simplesmente sem acesso ao sistema de trabalho ou pode já ter cumprido a meta diária dele que não inclui algum serviço, que não tenha a ver com atendimento ao público e não ficar posando de "fodão" das redes sociais que dá lição de moral com o que vê de errado por aí...

As pessoas precisam parar com essa coisa de sair "vomitando" opiniões sem parar para pensar antes de falar ou escrever. Essa coisa de liberdade de expressão que as redes sociais reforçam tem gerado uma "sociedade" de gente intolerante e que acha que tem o direito de apontar e julgar os outros.

E antes que pensem que eu estou defendendo esse tipo de situação. Não! Estou apenas mostrando o outro lado, que pode simplesmente ser o que as pessoas que postaram e comentaram a foto nem se quer pararam pra pensar. E por mais que o cara estivesse no horário de trabalho, pergunto: qual direito você tem de reivindicar qualquer coisa, quando você também faz ou já fez a mesma coisa no seu trabalho? Hein?


quarta-feira, 4 de abril de 2012

Os incomodados que se retirem!

Todo mundo já deve ter falado isso alguma vez na vida, né mesmo?! Mas hoje, venho falar disso num sentido muito específico: como quando as pessoas se destacam em algo, sempre tem alguém que vai implicar. Exemplo? Alguma vez na sua vida, você já ganhou aquela promoção que todo mundo na sua empresa sonha ou até mesmo só ganhou um pouco mais de status por conta de um novo emprego ou um salário melhor e uma amiga (o) sua aparentou desconforto com seu sucesso? Pois é! Incrível como em todos os círculos sempre haverá alguém com esse perfil.

Tenho feito um exercício constante para aprender a não me importar com esse tipo de pessoa. Eu tenho quase que a certeza que a intenção é sugar nossas forças nos impedindo de crescer ainda mais. Mas o chato mesmo é quando quem aparenta esse tipo de perfil é alguém muito próximo a você e que você chega a não entender porque a pessoa não quer que você conquiste mais. Na boa, eu tenho muitas amigas e eu fico absurdamente feliz quando sei que elas estão crescendo. Seja fazendo algo que eu admire e goste muito, seja fazendo algo que eu julgue chato e não me interesse. Afinal, eu só quero ver as minhas amigas felizes! Mas há amigas que querem exatamente o contrário. Na verdade, não é que elas não te queiram felizes. Elas não te querem sendo mais que elas. Estando em um patamar maior que o delas!

Quanta bobagem! Eu tenho amigos das mais diversas classes sociais. Tenho amigos médicos, advogados, empresários, mas também tenho amigos que são vendedores em loja, amigos que não tem curso superior e amigos que ainda não se formaram. Mas nunca, nunca mesmo na minha vida toda, me senti mais ou menos que um deles. Por que? Porque não me importa o que nós somos agora, importa o que nós fomos lá no começo e mantivemos até hoje. E não será uma promoção, uma foto na capa de uma revista, aparecer em um jornal que vai me fazer achar que meu amigo virou besta e não serve mais para estar no meu círculo de amizades. A não ser que eu comprove que a pessoa, de fato, mudou, para mim, status não mudará em nada a amizade.

Eu, sinceramente, só lamento quem pensa assim e quem age assim. Eu acho que a pessoa só perde. E eu... bem, eu, acho que não estou perdendo nada, né?!

quinta-feira, 29 de março de 2012

Direção e falta de paciência

Todos os dias vimos várias matérias e reportagens que tratam sobre a situação do trânsito em todo o Brasil. A maioria remete aos casos de violência. O que eu vou escrever aqui não é uma opinião colaborativa a atitudes de falta de controle que culminam em crimes dos mais variados tipos. É apenas uma reflexão em relação ao que vivemos todos os dias nas ruas do Brasil.

Bem, eu moro em São Luís, capital do Maranhão. Uma cidade relativamente pequena, mas com mais de um milhão de habitantes. A cidade cresceu rápido, mas os investimentos em infraestrutura não acompanharam esse crescimento. Na cidade, muita gente - mas muita gente mesmo! - tem carro e as avenidas, ruas e vias, não foram e nem estão sendo preparadas para este grande contingente de motoristas. Resultado: engarrafamentos e mais engarrafamentos, a maioria causado por nada! Creia se quiser!

Mas como pode? Simples, aqui na minha cidade as pessoas não sabem dirigir! Simples assim. Porque dirigir não é só ligar o carro e sair por aí fazendo o que te ensinaram na auto escola. Né não, gente! É muito mais que isso. Perpassa por responsabilidade, cuidado e paciência. Coisas que a maioria de nós não temos. Sim, digo nós, porque eu me enquadro no grupo de pessoas que são altamente impacientes no trânsito. Mas ao mesmo tempo eu não acho que eu deva ser crucificada por conta disso. Devo não, e vou explicar porquê.

Meu itinerário diariamente tem em torno de uns 12 km. Saio da minha casa e vou para o Centro da cidade, onde trabalho. Para chegar lá, pego a avenida de maior movimento da cidade, a Jerônimo de Albuquerque, que mesmo sendo a maior, tem apenas 2 faixas de trânsito. Neste caminho, passo pelas mais diversas situações em que se eu não pensar rápido ou não tiver o mínimo de controle da direção, pode terminar em um acidente de trânsito. Exemplos: pessoas que vão entrar em vias à direita (aqui tem aos montes) e não sinalizam (acontece o tempo todo). Eu não tenho a obrigação de saber que você vai virar à direita. E se por algum acaso eu bater em um cidadão que faz isso, o discurso é "quem bate atrás, sempre tem culpa". Ah tá, vai nessa!

Outro caso: o cidadão vai mudar de faixa e não sinaliza e nem se quer checa se tem algum carro ou moto vindo. Simplesmente vai! Você que vem tranquilo na sua faixa, que freie e se vire para não bater na criatura. E se for carro grande como esses 4X4, ônibus ou caminhão, aí mesmo que eles não estão nem aí. Jogam o carro para cima de você com tudo. A questão é que em uma via de grande circulação como esta que estou falando, as pessoas andam com velocidade de 60km/h e em alguns casos até um pouco mais que isso. Para piorar, como a avenida tem apenas duas faixas, os carros andam muito próximos, e com essas situações abruptas, torna-se quase inevitável você evitar uma batida.

Falar dos motoqueiros e ciclistas - ou bicicleteiros, como diria uma amiga minha - então, dá pano para manga. Eu costumo dizer que motoqueiros são pessoas que não tem amor às suas vidas. Eles andam feito loucos, não respeitam sinalização, não respeitam você e se por acaso acontecer alguma coisa a culpa sempre vai ser sua. Aqui na cidade também tem muita moto e todo dia tem acidente com motoqueiros. Eles cortam os carros como se estivessem fugindo da polícia, sem contar que andam em altíssima velocidade e, em vez de frear, eles buzinam. Gente, buzina não é freio! Buzina não pára carro! E aí, quando o pior acontece, eles sempre se fazem de coitadinhos. Ah, e eles sempre andam em bandos, né?! Podem nem ser amigos, mas se um cai, aparece um monte para ajudar a culpar o motorista. Digo isso porque já fui batida por um motoqueiro e fiquei impressionada como em segundos apareceram tantos motoqueiros ao meu redor! Eles te olham como se você fosse um criminoso, como se tivesse matado alguém. Querem nem saber de quem é a culpa...

Já os ciclistas acham que as regras de trânsito não cabem a eles. Você já viu um ciclista parando no sinal vermelho? Ou parando para entrar em uma via? Não.... eles vão de vez. Você que tem que sair freando feito louco para não passar por cima deles!

Claro, gente que existem casos e casos. Não se pode generalizar. Há pessoas que dirigem seus veículos com responsabilidade sim. Mas por conta da maioria que dirige mal e com irresponsabilidade, fica-se com a ideia generalizada de que todo motoqueiro, motorista de ônibus, ciclista dirigem mal.

Agora diante de uma realidade como essa, em que percorrer um caminho acaba se tornando uma prova de resistência, eu pergunto: é fácil manter-se paciente? Não, não é! Mas é preciso! É preciso ter paciência e calma para não se sair xingando as pessoas o tempo todo. É preciso ter paciência para não começar uma briga em um caso de acidente em que o culpado se nega a aceitar a culpa. Enfim, é preciso respirar fundo e não deixar a peteca cair. Porque se ela cair, meu amigo, você, motivado pelo stress do momento, pode fazer uma loucura irreversível. Outro dia, estava em uma oficina, e o mecânico me contava estarrecido o caso de um senhor, cliente dele,  pai de família, evangélico, mas pavio curto. Houve uma batida em que ele se envolveu e segundo as testemunhas ele não tinha culpa no caso. O culpado aceitou fazer um acordo com ele e como estava tudo aparentemente resolvido, as testemunhas do acidente foram embora. Quando os familiares do culpado chegaram ao local, o mesmo se fez de vítima, arranjou a maior confusão e mandou chamar a polícia. O senhor, pai de família, que não tinha culpa alguma na história perdeu o controle e começou uma briga. No meio da confusão, ele acabou matando o homem que tinha batido no seu carro. Aí o mecânico me perguntava: tu já imaginou um senhor, que estava sempre sorrindo, sempre animado... que ele podia matar alguém? E eu me pus a pensar em outros casos como esse que acontecem diariamente pelo Brasil, imaginando se quem conheceu pessoas que mataram em discussões no trânsito, também ficavam se indagando a mesma coisa. E pensei também, nas vezes que passei por situações muito tensas no trânsito, em que senti muita raiva do motorista ao lado ou na minha frente. E se eu descesse do carro? E se começasse uma briga? Eu iria agredi-lo(a) fisicamente? Claro que eu digo que não! Mas, sinceramente, acho que movido por raiva, o ser humano é capaz de qualquer coisa. E mas que chegar a tal constatação, é ter a consciência de que o melhor a se fazer em casos de situações críticas no trânsito, se não aconteceu nada, engula sua raiva e sua vontade de matar o outro e a agradeça a Deus por não ter acontecido; se aconteceu, entrega a resolução do problema na mão de quem é pago para fazer isso: a perícia da Secretaria de Trânsito.

Eu faria assim! E você?

quinta-feira, 15 de março de 2012

Duas caras

Ontem li uns textos sobre pessoas que tem personalidades duplas. E ao primeiro olhar, essas pessoas parecem ser as piores do mundo. Mas pensando melhor, cheguei a conclusão de que todo mundo tem duas caras. Sim, em algum momento da vida, teremos que ter duas caras. Nem sempre por bem, nem sempre por mal.

Tem gente que é destrambelhada mesmo e é bipolar e você não pode fazer muito para mudar isso. Tem gente que 'assume' outra cara diante de algumas situações: para se dar bem, para enganar alguém, enfim... sempre há um objetivo. E ainda há aqueles que "incorporam" um novo personagem para fugir de determinadas situações. E eu acho que esse é o pior tipo!

Porque, no fundo, no fundo, a pessoa sabe que pode estar sendo cruel com outra, que pode estar sendo egoísta pensando só em si e assumindo aquele papel para fugir de uma responsabilidade ou realidade e se faz de louca; finge que sofre, inventa que não está bem, cria histórias em sua cabeça para justificar atitudes que você jamais imaginava ver aquela pessoa tendo e o pior: esse ser vê o outro sofrer e friamente não se importa.

Só que essa mesma pessoa, que é assim hoje, amanhã, acorda dizendo que te ama, que você a faz feliz, que não sabe viver sem você... enfim. Em qual dos lados acreditar? Com qual escolher viver? Será que se é capaz de viver com alguém assim?...

Difícil, né?! Simplesmente, difícil!

segunda-feira, 12 de março de 2012

E outra coisa...

Hoje decidi migrar o blog do Tumblr para cá. Por que? Porque eu não sei usar o Tumblr e já tenho muito trabalho gerenciando contas e mais contas na internet. Então, decidi não me "apaixonar" por mais uma. Segundo, porque, quando criei o Tumblr, fui motivada pelo fato das pessoas não poderem me replicar. Eu não queria dialogar com as pessoas, entende? Eu andava muito incomodada com  as censuras e falta de liberdade em algumas redes como o facebook. Você não pode falar certas coisas que sempre vem alguém te julgar. E isso é chato! E eu gosto de falar no meu facebook. O que eu quiser, quando eu quiser! E não gosto de gente me dando lição de moral, por causa do que eu deixo ou deixo de pensar!

...

Mas aí, me peguei hoje pensando: eu acho que agora eu quero dialogar sim! E por isso, resolvi migrar as postagens do Tumblr para cá e 'hablar" - quando der - com as pessoas, que eu ainda não sei quem são. Nem sei se elas irão falar comigo. Mas sei que pelo blogger é mais fácil de eu pelo menos saber que está sendo visto.

Então, estou aqui!

Não "tá" fácil "pra" ninguém...

Fico sempre impressionada toda vez que alguém me fala da dificuldade de arranjar emprego em determinadas áreas. A minha área de trabalho é uma dessas difíceis: Comunicação. Primeiro, porque é sempre mais fácil e barato contratar estagiários para fazer o serviço de um profissional; segundo porque, infelizmente, quase sempre é preciso ter um QI (quem indica) para se conseguir um bom emprego. 
Sempre dá dor no coração toda vez que alguém que fez faculdade comigo, ou que é meu contemporâneo de academia, diz “você não sabe de nada por aí?”, porque quase sempre a resposta é “não!”. E dói mais ainda saber que há tantos bons profissionais sem oportunidade ou subaproveitados no mercado… 
O mercado de trabalho é ferrenho e muito injusto também. Eu acho! Deveriam ser outras as motivações para contratação de pessoal. Sei que ninguém quer colocar para trabalhar em sua empresa um mero desconhecido, sem referência alguma - até porque hoje em dia com as técnicas de marketing pessoal, tem gente que fala que move até montanha para convencer que é bom, mas na hora do vamos ver, o negócio é bem outro -, mas, ainda assim, deveria ser outra. Acho que falta chance para as pessoas mostrarem seu real valor. É claro, que nesse processo o empresário terá a infelicidade de contratar maus profissionais. Mas acho que faz parte. 
Só que se chega no outro lado do moeda: e eu vou perder dinheiro e tempo enquanto encontro o bom profissional? Pode vir a pensar o empresário… E aí eu penso: cri, cri, cri… Tem resposta para isso? Se tem, eu não consegui pensar enquanto escrevia esse texto. Só sei que repito o que falei há um parágrafo: o mercado de trabalho é ferrenho e muito injusto. Quem já conseguiu sua oportunidade, tem que se segurar para não cair e entrar para a estatística dos que perguntam “não tá sabendo de nada por aí?”.